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A Abolição da Escravatura

  • Escrito por admin | No Comments Comments
    Last Updated: December 11th, 2008

    O titulo nos faz lembrar o movimento liderado por José do Patrocínio, poderíamos dizer que a missão liberatória está cumprida?

    Penso que não, estamos longe mesmo de nos sentir libertos.

    Nós não criamos a escravatura, e seguramente não acabamos com o regime escravocrata, com o sem grilhões. A coisa é antiga, Marco Pólo chegou ao leste europeu, encontrou homens  com sua mesma cor, falavam língua diferença, porém não foi a cor que o levou a escraviza-los, citando pela vez primeira o termo, eslavo.

               

                Atualmente o segundo disco  rígido é chamado de slave.

     

                Voltando ainda um pouco mais na história, no ano de 2.113/2096 A/C, a raça branca habitante do Okoumene, que significa terra habitada, foi escravizada , Hamurabi da Babilônia foi o libertador da 3º dinastia de Ur. Naquela época os sudeanos  , raça de cor negra, assim chamados por habitares além do equador, ou seja, a África, escravizavam os povos do OKOUMENE, OS HIPERBÓREOS, , ESSE SÓ VIERAM A LIBERTAREM-SE GRAçÁS A ORGANIZAÇÃO MILITAR, , porém logo os sudeanos voltaram com mais garra e os escravizaram de novo. Os bóreos só não foram eliminados da face da terra por serem nômades e terem a seu favor o clima muito frio que assustava os sudeanos. Estes ao capturarem as mulheres do hiperbóreos não dispensavam tratamento diferente dos que ela s recebiam da sua raça, só as mais jovens interessavam sendo que as mais idosas eram mesmo afogadas, pois só davam despesa, dessa forma muitas fugiam e voltavam para sua tribos levando consigo o conhecimento de trabalhar no ferro, de fazer carroças e melhor guardar o fogo.

                Passaram a serem conselheiras, sabiam como fazer armas, construir cabanas mais resistentes as chuvas, viraram Pitonizas.

                Dessa forma os homens não faziam nada sem consultarem as mulheres, mesmo para sair e batalhar em uma guerra, era a pitoniza que após consultar o Oráculo dizia dia e hora e ainda como fazer para ter a vitória garantida, era o homem escravizado pela mulher.

                A raça sudeana já tinha organização, podia-se dizer mesmo que era um Estado Social com leis e garantias a seus cidadãos, pois já sabiam que o poder sem instrução leva a tirania e a instrução sem poder leva ao crime pois ela passa a perceber que sabe tanto quanto os poderosos e não tem o seu poder, percebe que os direitos são iguais, só a religião deixa o homem como cordeiro, e o impede por temor ao castigo divino de cometer crimes, pois o olho de Deus tudo vê, dessa forma não há incentivo a instrução e cultura, pois um homem instruído e culto questiona os dogmas. Dessa forma o inculto abaixa a cabeça para tudo, tudo  aceita permanecendo em estado de total escravidão. Mais voltemos ao tema.

                A sociedade vinha pacientemente costurando a abolição da escravatura, nas tardes calorentas dos trópicos discutiam e engendravam como conscientizar a sociedade e preparar o negro para o trabalho remunerado, o trabalho até mesmo sem favores, não precisava pressa a maioria do negros já eram felizes por chegaram a terra com vida, um grande número morria de fome, sede ou escorbuto.

                Era lógico acabar com a abolição com um penada, traria consigo como trouxe problemas para os senhores, assim como para os negros, José do Patrocínio por mais de uma vez tentou levar a abolição de uma maneira inteligente e equilibrada, foi derrotado, porém já se tinha o ventre livre, a lei do sexagenário, imaginem o número de negro de 60 anos que existia naquela época, hoje o brasileiro tem expectativa de vida de 67 anos, naquela época a expectativa era de 47 anos. A titulo de curiosidade, no século XVII, um bispo abriu a boca de um negro e gritou como se para dentro do negro, “há alma aí dentro?”, eles não tinham o negro como seres humanos, pois nem alma eles tinham… mas a Ordem lutava para mostrar que assim como a Terra girava em torno do sol, os negros eram seres humanos e mereciam respeito e dignidade assim como todos os homens da Terra.

                O uso da gargantilhas, graças a trabalhos de brancos e de negros como Zumbi dos Palmares deixavam de ser usados, alguns padres já não admitiam a chibata ou o uso de grilhões. Os capatazes, mesmo os poderosos senhores, não resistiam as formas das negras mais jovens, e as estrupavam, da relação nasciam os mestiços os mulatos, e aí se inquiria, e esses filhos de brancos e negros, teriam esses almas? A mulata o mulato, tinham espaços na casa grande, não com liberdade total, mais em alguns casos foram mesmo amados.

                Dom Pedro, mandou Conde Deu par missão fora do Rio de Janeiro, a Princesa Isabel, aborrecida com seu pai, e como se estivesse fazendo um rol de compras do Supermecado, assinou a lei Áurea.

                No dia 14 de maio de 1888, não havia leite na fazenda, o senhor não sabia fazer a ordenha apesar de ter a vaca, e o negro que sabia ordenhar não tinha a vaca.

                Que fazer?

                Já que não podemos escravizar negros, vamos escravizar brancos, que tal, italianos, japoneses alemães…

                Porém o novos escravos tinham a mesma cor, logo tinham alma, foram ajudados pelo clero, pelos patrões e logo se tornaram patrões.

                Nos nosso dias, face aos fenômeno da comunicação rápida e barata, face aos poderosos tomarem conhecimento de que se o seu vizinho passar fome por muito tempo, ele o comerá, há um movimento de aumentar as chances dos menos afortunados pelo menos comerem todo dia.

                Nós que estamos no terceiro mundo somos todos escravos, temos brasileiros escravos do analfabetismo, somos escravos do voto obrigatório, votamos ainda por uma condução até a urna ou por um cheque cidadão.

                Nós temos que nos miramos no exemplo de Benedita, de Mandela e mesmo do Lula, temos que achar nosso lugar ao sol, ninguém tem que entrar no elevador na nossa frente, ninguém tem que nos ensinar sua língua, temos a nossa, que é rica, muita rica e a nos foi deixada por homens que lutaram e viajaram até o mais longínquo rincão para que todos a falassem igual, temos que lutar para que a mesa do brasileiro pobre não seja testemunho de um pai que chora por não ter como dar comida aos seus filhos enquanto um estrangeiro ocupa o seu lugar na fábrica ganhando o dobro do que ele ganhava e com moradia paga pela industria.temos que lutar contra os escravocratas que empurram sua cultura de cima para baixo, temos que liberar da garganta o grito de liberdade e aí sem decretos acabar com a escravidão pondo fim ao movimento de José do Patrocínio, porque quanto não mais tivermos brasileiro morrendo de fome, quanto não mais brasileiras ignorarem sua língua, quanto podermos falar tão somente o brasileiro, poderemos dizer, somo uma nação livre e abolimos a escravatura.

                Em algum lugar do nosso cérebro há uma mensagem colocada subliminarmente dizendo,  você é galinha, subserviente, subdesenvolvido.

                Essa mensagem nos transforma em escravos de algo que surrealista, não vemos ou sentimos, porem está em algum lugar nos obrigando a sermos submissos.

                As empresa brasileiras quebram, são 10, 20 100, mil por mês, nosso país tem uma das maiores taxas de desemprego do mundo, nossos idosos morrem nas filas de hospital, enquanto as multinacionais nos expropriam com planos de saúde milionários. A taxa de desemprego aumentará,  os países estão transferindo suas taxa para cá, o desempregado lá ocupa o lugar do empregado aqui, logo desempregado..

                Recentemente, um cabeleireiro, teve seu processo de expulsão definido, ele continua no Brasil até hoje, se fosse um colombiano ou peruano teria voltado de ônibus para seu país, porém como se tratava de um europeu, trabalhando para uma multinacional do ramos de telecomunicação aqui esta entre nó até hoje, agora imaginem quantos cabeleireiros estão por aí roubando a forma de ganha o pão de brasileiros…Precisamos tomar consciência desse estado de coisa, uma v3ez conscientizado, lutar intelectualmente para livrarmo-nos do julgo de povo inferior, vencida essa etapa vamos dominar nosso vocábulo, vamos impedir que nossos manuais de instrução sejam de outra língua, vamos amar a nossa beleza, atualmente nossas mulheres já se acham menos bonitas e se plastificam para ficarem parecidas com as americanas, isso é burrice, vamos vestir nossas roupas, jogar nosso futebol, usar nossas gírias e daí dizer, salve a abolição da escravatura, estamos livres , durma em paz José do Patrocínio. 

     

                Bibliografia – Toyn Bee  - Mãe Terra

                                        Desenvolvimento da Humanidade – Francois P.

     

    Rio de Janeiro, 03 de maio de 2003

     

                José  Maria Meneses dos Santos.

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